F1
06/01/2017 08:05 - Atualizada 11/01/2017 15:45

À beira da falência, Manor conversa com administrador e busca investidor para continuar na F1 em 2017

A Manor pode deixar a F1 antes mesmo do começo da temporada 2017. À beira da falência, a equipe britânica tenta encontrar um novo investidor para sobreviver no esporte e salvar cerca de 200 empregos. A informação é da emissora britânica Sky News
Warm Up
Redação GP, de Sumaré
A F1 pode voltar a ter apenas dez equipes, e já para esta temporada. A emissora britânica Sky News informou nesta sexta-feira (6) que a Manor entrou em um processo de falência e está procurando um administrador legal — processo comum no Reino Unido — para tocar a escuderia e tentar achar um novo dono. Caso não encontre um novo investidor, a equipe mais fraca do grid deixará a categoria depois de ter marcado um ponto na temporada passada com Pascal Wehrlein. Aproximadamente 200 empregos estão em risco com a possibilidade de falência.
 
A empresa com quem a Manor conversa é a consultoria FRP, a mesma chamada pela equipe, então Marussia, em 2014 para ajudá-la no processo de salvação do time. Assim, é a segunda vez que esta estrutura passa por este tipo de falência.
A Manor pode deixar o grid do Mundial de F1 em 2017 (Foto: Pirelli)
A crise financeira que pode causar a bancarrota da Manor tem relação direta com dois fatores; o primeiro deles é a saída do investidor Stphen Fitzpatrick, bilionário do setor de energia, que deixou de bancar o time; e depois a perda do décimo lugar no Mundial de Construtores no ano passado, quando a Manor foi superada pela Sauber graças aos dois pontos somados por Felipe Nasr no GP do Brasil. 

Com a perda do décimo lugar para a Sauber, a Manor deixou de faturar uma quantia estimada em cerca de R$ 150 milhões, premiação oferecida pela FOM (Formula One Management) ao décimo melhor colocado do campeonato. Curiosamente, Nasr, que via na Manor a última chance de garantir uma vaga na F1 caso Pascal Wehrlein feche mesmo com a Sauber, pode mesmo ficar a pé com a falência da escuderia.
BRUNO SENNA FALA DA CARREIRA, DO FUTURO E DA VOLTA DE MASSA
Outro revés recente da Manor foi a perda do patrocinador de um dos postulantes à vaga. A Pertamina, petrolífera indonésia que bancava a carreira de Rio Haryanto, deixou de apoiar o jovem asiático, fechando de vez as portas para seu retorno à F1.

Entre os possíveis compradores da Manor, a imprensa inglesa chegou a ventilar o nome de Ron Dennis, recentemente destituído do posto de presidente do Grupo McLaren. O icônico dirigente, ex-chefe de Ayrton Senna nos melhores anos da carreira do brasileiro, contudo, não se manifestou sobre o tema.
 
O expediente do administrador como último recurso para salvar uma equipe não é novidade no mundo da F1. Há pouco mais de dois anos, a Caterham chegou a ser tocada por um administrador, Finbarr O'Connell, em 2014 depois que o malaio Tony Fernandes largou a equipe. A escuderia, à época, ficou duas provas sem correr, uma delas o GP do Brasil. No entanto, a Caterham acabou tendo seu fim decretado, sem achar um interessado para gerí-la na temporada seguinte.
O futuro da Manor é sombrio neste começo de 2017 (Foto: Manor)
Horas depois de a Sky News publicar a informação a respeito da situação da Manor, a FRP, apontada como futura administradora da equipe até que esta encontre um novo proprietário, foi oficializada e divulgou um comunicado, assinado por Geoff Rowley. A empresa JRSL — Just Racing Services Ltd — será a responsável por operar a equipe neste tempo e sustentar os 212 funcionários neste período.
 
Contudo, não está garantida a participação da Manor na temporada 2017 do Mundial de F1, com tudo dependendo da entrada deste novo investidor. A partir de agora, a equipe corre contra o tempo.
 
"A equipe progrediu de forma significante sob sua nova direção desde o começo de 2015, sendo que o melhor momento foi alcançado com o ponto conquistado na temporada anterior, mas a posição segue sendo de que operar uma equipe de F1 requer um investimento significante. 
 
Durante os últimos meses, a direção trabalhou incessantemente para trazer novos investimentos para a equipe a fim de segurar seu futuro a longo prazo, mas infelizmente não conseguiu fazer isso dentro do tempo. Assim, ficou sem alternativa a não ser entrar em administração. Os administradores estão avaliando as opções para o grupo.
 
A participação da equipe (no campeonato) vai depender do resultado do processo administrativo e de negociações com partes interessadas no que é uma janela limitada de oportunidade. Todo o grupo de trabalho recebeu salários normalmente até o fim de dezembro. A situação, no entanto, vai depender da entrada de novos investimentos, e a junta de administradores vai rever a posição financeira atual", encerra a empresa.

 


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